Notícias — 15 fevereiro 2012

A violência tem sido uma preocupação em todo o Brasil. O tema também é pauta na Assembleia Legislativa (AL) do Amapá, que aprovou na sessão desta segunda-feira (13), projeto de Lei criando a Semana do Desarmamento, instituída na primeira semana do mês de abril. “O objetivo do projeto é conscientizar os cidadãos amapaenses a respeito da importância do tema em todas as esferas da sociedade, para que a própria população possa participar ativamente do combate à violência em nosso Estado”, justifica o deputado Keka Cantuária (PDT), autor do projeto,

A Semana do Desarmamento será um evento anual, coordenado pelo Poder Executivo, onde serão desenvolvidas ações educativas com auxílio das instituições públicas de ensino e outros setores da sociedade. Entre as ações, serão distribuídos pelo Estado, postos de arrecadação de armas de fogo, inclusive armas caseiras e de brinquedos. A orientação nos postos de arrecadação se dará por meio da Polícia Militar, Polícia Civil e Secretaria de Estado da Educação. “Recentemente, um caso que chocou a opinião pública onde um jovem entrou em uma escola e efetuou dezenas de disparos matando varias crianças e ainda, deixando outras gravemente feridas, fez a sociedade repensar sobre a politica de desarmamento no País”, comentou o Keka Cantuária.

Segundo o deputado a questão da violência precisa ser constantemente combatida, e a instituição da Semana do Desarmamento promoverá ações educativas, realização de eventos, simpósios e seminários. “Oportunidade em que os Poderes do Estado juntamente com a sociedade civil e demais entidades interessadas discutirão medidas acerca do tema; bem como a devida implementação”, explica.

Dados do Ministério da Saúde indicam que mais de 35 mil brasileiros morreram, em 2010, vítimas de armas de fogo. O número pode chegar a 38 mil se forem considerados os suicídios, acidentes e mortes de intenção indeterminadas. “Esse número não é compatível ao de um país em desenvolvimento. Dizer que arma serve para segurança do cidadão é ignorância ou má fé. 90% dos casos do uso de arma de fogo por pessoas não autorizadas se traduzem em desastres”, afirmou o deputado.


Texto: Everlando Mathias/ASCOM/ALAP

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