Notícias — 16 janeiro 2012
PM e Viva Rio firmam parceria pelo desarmamento

Objetivo da parceria é aumentar o número de postos de entrega de armas no estado e facilitar adesão dos cidadãos à campanha. RJ recolheu quatro mil armas.

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) anunciou uma parceria com a organização não governamental (ONG) Viva Rio na Campanha Nacional de Desarmamento. Como resultado dessa ação conjunta, a PMERJ passa a gerenciar o posto de entrega de armas da organização.

A participação das forças de segurança estaduais faz parte da segunda fase do programa,que já completou sete meses. A partir de março, todos os batalhões do estado começarão a receber armas. Antes disso, em fevereiro, os policiais militares passarão por um curso de qualificação para atuarem no programa.

O estado do Rio ocupa o terceiro lugar no ranking do Desarmamento, com quatro mil armas recolhidas desde o início da campanha, em maio de 2010. O objetivo da parceria é aumentar o número de postos de entrega de armas no estado e, com isso, facilitar a adesão dos cidadãos à campanha de desarmamento. Para o comandante-geral da PMERJ, coronel Erir Ribeiro Costa Filho, com o trabalho conjunto das polícias Civil, Federal e o Viva Rio, o estado pode chegar ao patamar do Rio Grande do Sul que recolheu 5 mil armas.

De acordo com o coordenador do Programa de Controle de Armas do Viva Rio, Antônio Rangel Bandeira, a novidade da campanha é a destruição da arma na frente do doador. O objetivo é fazer com que não haja desvio, evitando que as armas parem nas mãos de criminosos e o dono do artefato tenha que responder por processos.

Para o coordenador da área de Segurança Humana do Viva Rio, coronel Ubiratan Ângelo, a campanha mostra que grande parte das armas de fogo utilizadas nos crimes é de origem legal, compradas pelas pessoas com o propósito de se defender. É a polícia que tem que ter esse monopólio. Arma é um instrumento para ataque e não para defesa. Naquele momento que o cidadão está utilizando a arma como instrumento de defesa, ele não está preparado.

Segundo o balanço da campanha até o final do ano passado, foram entregues 37 mil armas e 150 mil munições no Brasil. Do total de armas entregues, 90% eram ilegais.

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